Começar no ciclismo de estrada: o guia dos primeiros 1000 km
Quanto gastar na primeira bicicleta, o equipamento que importa mesmo e os erros de caloiro que podes evitar já.
O ciclismo tem fama de desporto caro e de código de etiqueta indecifrável. A verdade: começar bem custa menos do que parece — desde que gastes nos sítios certos. Este guia leva-te do zero aos primeiros mil quilómetros.
A bicicleta: usada é a palavra mágica
O mercado de usadas está cheio de bicicletas de alumínio excelentes com grupos fiáveis. Uma boa bicicleta usada de gama média bate sempre uma nova de gama baixa pelo mesmo preço. Ao comprar, o que importa por ordem: o tamanho certo (não negociável), o estado da transmissão, e só depois a marca e a cor.
Onde gastar sem dó
- Bib shorts com bom chamois: o conforto no selim decide se voltas a pedalar. É o primeiro upgrade a sério.
- Capacete: novo, sempre — nunca em segunda mão.
- Manutenção básica: aprender a arranjar um furo e a limpar a corrente poupa-te dezenas de euros e alguns resgates de emergência.
Onde não gastar (ainda)
Rodas de carbono, medidor de potência, ciclocomputador topo de gama — tudo isso pode esperar pelos 5000 km. Nos primeiros meses, o teu maior ganho de velocidade chama-se "pedalar mais vezes".
Os erros de caloiro
Sair sem câmara de ar sobressalente. Ir na roda de um grupo rápido à segunda semana. Encher o pneu uma vez por mês (verifica antes de cada saída). E o clássico: comprar a bicicleta pela cor e descobrir que o tamanho não é o teu.
O primeiro objetivo certo
Esquece a média por hora. O primeiro marco de qualquer ciclista é aguentar 60 km confortáveis com paragem para café — a distância social por excelência. Quando isso for fácil, o resto do desporto abre-se sozinho.
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